Primeira assembleia 2017

Primeira assembleia 2017

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Realizada na tarde de ontem, na Casa da Vó, em Curitiba, a primeira Assembleia Geral 2017 do Instituto de Permacultura do Paraná. Na ocasião, foram apresentados e debatidos assuntos como: declaração de adesão e carta de princípios; a criação de um selo de responsabilidade ética do Ipepa baseado no modelo participativo de garantia para produtos e serviços; agenda de trabalhos e cursos; elaboração de tutorias para compartilhar conhecimento teórico e prático sobre permacultura e agroecologia; canais/meios de comercialização de produtos e viabilização financeira das estações; entre outros.

Durante a assembléia, os participantes tiverem a oportunidade de esclarecer dúvidas, contribuir com a co-criação e amadurecimento do Instituto, além de fortalecer o relacionamento entre as estações de permacultura.

Após a cerimônia, os participantes confraternizaram com produtos agroflorestais celebrando a união e a amizade.

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PDC Pico do Beija Flor – Florianópolis

PDC Pico do Beija Flor – Florianópolis

Entre os dias 20 e 29 de maio deste ano, o sítio Pico do Beija Flor (Florianópolis-SC) em parceria com a Nova Oikos, recebeu o curso de imersão em permacultura – Permaculture Design Course (PDC). Para quem não sabe, costumo dizer que o PDC é para aqueles que sentem no coração que vieram à essa terra para curar, curam-se curando os outros. Afinal, como diria Paulo Freire, não existe saber absoluto, todos nos ensinam e todos nos aprendem!

A imersão contou com 4 facilitamores (Mildred Gustack Delambre, Martin Ewert, Jorge André Pereira e Thomas Enlazador), inseridos em uma proposta de popularizar a permacultura e assim disponibilizou algumas vagas solidárias, das quais formou 21 novos permacultores e empoderou um total de 31 pessoas, protagonista de uma grande e emergente transformação, engajad@s no design social e territorial de paisagens. Foram 10 dias incríveis que excederam 80 horas de curso, com um extenso conteúdo teórico conforme estabelecido no Sillabus e diferentes práticas, tais como construção do forno de barro, implantação agroflorestal baseada na agricultura sintrópica, compostagem, radioestesia, feira de trocas com moeda social, entre tantas outras.

Além disso, o curso foi abrilhantado com a visita especial do casal de permacultores Jorge Timmermann e Suzana Maringoni, bem como a participação do permacultor Marcelo Venturi que gentilmente nos recebeu na Fazenda Experimental da Ressacada – UFSC\CCA, aonde pudemos ver na prática um modelo de Pastoreio Racional Voisin (PRV), trator de galinhas, horta mandala e manejo de diferentes espécies de bambu.

Toda a energia, dedicação e foco do grupo nos dá a certeza de que formaram-se permacultores com capacidade para auto-gestão e criação de projetos inovadores, resilientes, subversivos, resistentes a hegemônica racionalidade capitalista, com visão do atual momento político e da necessidade da desobediência civil não violenta e sobretudo, um PDC aonde verdadeiramente se alinhou com os sagrados elementos da mãe Terra e o grande mistério, ressaltando profundamente a espiritualidade muitas vezes negligenciada em outros cursos de permacultura.

Ficam aqui expressos nossa gratidão e nosso apoio para o que se fizer necessário nessa caminhada que começa aos novos permacultores!

Juntos somos um! Então, governe-se e empodere os teus! E lembra sempre que és corresponsável em tornar tua casa, teu bairro, tua cidade e país um lugar mais justo, ético, estético, solidário, enfim, melhor.

Aho. ❤ Só melhora!!!

Confiram algumas imagens tiradas por Rafaelle Mendes, Martin Ewert e Waldomiro Augusto Aita Neto:

 

E por fim, um rezo recebido durante esse PDC pela Permacultora, mãe e Jornalista Rafaelle Mendes

Caminhada.

Eu vim, eu vim,
Eu vim aqui pra aprender.
Eu vim, eu vim
Eu vim aqui pra receber.

Como todo caminhante
Nesta terra eu ei de ser
A mudança em mim primeiro
Pra depois o mundo ver
O poder na natureza
Todo tempo a renascer.

Eu vim, eu vim
Desta vida compartilhar
Saúdo o Deus que mora em mim.
Saúdo o Deus que há em você.

Junto da mãe natureza
Meu propósito é contar
Que harmonia existe sim
Ela está em todo lugar

É preciso ter cuidado
Na hora de semear
Pois tudo que plantares
Para ti retornará.

Curso e vivência de Permacultura e Sistemas Agroflorestais

Curso e vivência de Permacultura e Sistemas Agroflorestais

Durante os dias 31 de outubro, 1 e 2 de novembro, a Nova Oikos em parceria com o IPEPA, promoveu o curso e vivência prática de Permacultura e Sistemas Agroflorestais, realizado em Balneário Camboriú\SC. O curso foi facilitado por Alan Silveira, Felipe Siedlecki, Martin Ewert, Mildred Gustack Delambre e Rafaelle Mendes.

Permacultura

O conteúdo abordado foi: Ciclagem de nutrientes; Formação do solo; Sucessão Ecológica; Estratos; Funcionamento da Floresta; Introdução a Permacultura; Cuidados, manutenção e uso correto de ferramentas; Leitura da paisagem; Preparo do adubo orgânico fermentado tipo Bokashi; Design permacultural; Design para espaços produtivos na Zona 1 e 2; Implantação do setor agrofloresta; Manejo de canteiros.

Além desses conceitos apresentados acima, os alunos realizaram um exercício de design da propriedade com o intuito de implantar uma agrofloresta na Zona 2 da estação de permacultura Nova Oikos. O resultado desse planejamento foi a recuperação de uma área degradada por meio de um canteiro agroflorestal com aproximadamente 100 metros de comprimento. Nesse local foram cultivados mais de 30 espécies de mudas frutíferas e sementes diversas seguindo a premissa que diversidade gera estabilidade.

A primeira lógica da agrofloresta é plantar 100 vezes mais do que vai virar planta adulta. Depois é feito o manejo e poda para gerar biomassa e melhorar a fertilidade do solo. Os berços foram preparados com o Bokashi, serrapilheira, troncos de madeira e mulch, que tem rápida decomposição e servem para proteger as mudas e sementes, bem como servem de alimento para as plantas cultivadas se desenvolverem.

Confira algumas imagens clicadas pela Rafaelle Mendes:

Ipepa e Nova Oikos ministram PDC em Curitiba

Ipepa e Nova Oikos ministram PDC em Curitiba

Nos dias 18 a 26 de Julho, o Instituto de Permacultura do Paraná (Ipepa) em parceria com a Nova Oikos Permacultura e decrescimento, realizou na WakeUp Colab, o curso de formação de Permacultores (PDC). E como resultado disso, temos uma turma de permacultores conscientes e engajados na construção de um mundo melhor.

Durante os dias de curso , os facilitadores Mildred Delambre, Martin Ewert, Rafael Cabreira, João Paulo Santana e Rafaelle Mendes, abordaram temas relacionados aos princípios da permacultura e design permacultural, como o funcionamento dos sistemas naturais, ecologia cultivada, padrões da natureza, análise de elementos, arquitetura apropriada, gestão de água e energia na paisagem, sistemas agroflorestais, economia solidária, estruturas invisíveis, dragon dreaming, entre outros. Além das atividades práticas de cultivo e compostagem – compreendendo uma carga horária de 80 horas e seguindo fielmente a ementa do Syllabus.

Este PDC aconteceu em meio urbano e para garantir o processo de certificação, os alunos assistiram a 100% do curso e, como já é de praxe, ao fim criaram e apresentaram um projeto de design em grupo para o Parque Gomm e para a Casa colaborativa Wake Up.

Para nós, ser permacultor obviamente significa aprender a ler e entender a natureza, os ecossistemas, sistemas naturais, água, solo, plantas, animais, cultivar o próprio alimento! E ainda, aprender a ler e entender as abstrações humanas, como ambiente, comunidade, educação, economia. Muito além do conceito de sustentabilidade, é buscar um novo jeito de co-criar com o planeta, uma sociedade que seja, justa, equilibrada, divertida, dinâmica, integrada, consciente e saudável.

Se interessou pelo assunto, então fique atento, em breve faremos outro PDC.

Confira algumas imagens:

Permacultura na Escola Ser Criança em Campo Largo – Paraná

Permacultura na Escola Ser Criança em Campo Largo – Paraná

Há algum tempo resolvi abandonar minha carreira de bancário e um curso de Administração – no penúltimo ano – para cultivar uma horta. Embora minha consciência bradasse que essa era a decisão mais coerente, o que não faltou foi quem acreditasse que eu havia enlouquecido.

O meu despertar, por assim dizer, começou quando vi alimento sendo envenenado, vi pessoas adoecendo por conta de uma alimentação a base de comida industrializada, agricultores familiares oprimidos pelo latifúndio, florestas sendo derrubadas em prol de monoculturas imensas, e pessoas sem ter o que comer.

E com esse despertar veio o desejo de transformar. O que eu fiz? Comecei a plantar uma “floresta de comida” no jardim dos meus pais. Afinal, eles sempre diziam que eu deveria cuidar do jardim! Então, eu pensei: “Tranqüilo, já que é minha responsabilidade e eu tenho que cuidar, posso fazer o que eu quiser. E plantei árvores frutíferas junto com medicinais, hortaliças e leguminosas. E os meus amigos vieram para ajudar. E depois, ajudei alguns amigos a planejar e construir suas hortas e pomares. Passei a plantar comida por onde passava e não consigo mais parar.

Em 2010, quando conheci a Permacultura e seus princípios, ao olhar para minha caminhada até ali me dei conta que coloquei em prática 12º princípio “Use a criatividade e responda as mudanças”.

E foi após o curso de formação em Permacultura (PDC, do inglês Permaculture Design Course) que nós resolvemos nos reunir, e assim fundamos o BioWit,  a partir daí começamos a cultivar nosso alimento, a trocar alimento, a guardar sementes, tudo de modo solidário.

Logo percebemos que – nossa considerada “loucura” – planejar um jardim, além de trivial, é muito gratificante. E vendo nossa “fábrica de felicidade”, começaram a aparecer outras iniciativas de jardins e hortas!

Hoje, eu sei que o problema é a solução. E nesse caso a comida é o problema e a comida é a solução.

Ensinando como o problema pode ser a solução!

Desde que demos inicio aos estudos em Permacultura, entendemos como o cultivo de jardins pode ser uma ferramenta de educação transformadora. E hoje, cinco meses depois do inicio do projeto “Colorindo a Natureza” – que faz parte do Programa Sementinha e está sendo implantado na Escola de Educação Infantil Ser Criança – podemos afirmar sem dúvida alguma que é surpreendente como as crianças são afetadas por um jardim repleto de flores, alimento, cores, cheiros e sabores.

Este é um breve relato sobre essa experiência de ensinar (alunos, pais e professores) sobre permacultura, jardinagem, ecologia, etc.

Boa leitura!

Sobre empoderar, integrar e fortalecer

O Programa Sementinha: Multiplicando permacultores, foi concebido com o objetivo de inserir a permacultura como estratégia da educação ambiental escolar. Um projeto em que gestores, professores e os familiares participam ativamente da sua redação e da sua revisão.

E foi a partir daí, surgiu o interesse da Escola Ser Criança em ampliar a discussão e ensino da educação ambiental que já vinha sendo realizado. E para isso, nos chamaram e propomos redesenhar a área externa da escola, seguindo os princípios da permacultura e agroecologia.

A conseqüência disso foi o Projeto Colorindo a Natureza – nome escolhido democraticamente pelo grupo escolar – parte do Programa Sementinha.

E como na metodologia de aplicação do projeto está a gestão participativa, nossa primeira ação foi – em 30 de janeiro – reunir gestores e colaboradores – professores e demais funcionários – da escola para, juntos, pensarmos sobre qual formação queremos para os nossos filhos. 11138672_682658825171932_9160265916250061745_n

Foram três horas de troca, conversa e conhecimento. Durante a oficina, aplicamos um questionário com três perguntas abertas com a intenção de saber a visão dos professores ao projeto de permacultura para a escola.

Alinhamos as diferentes visões e percebemos que todos estavam a favor de uma educação que insira as pessoas na sociedade como sujeitos da história e da transformação. Assim, a metodologia participativa permitiu definir os objetivos do projeto “Colorindo a Natureza” e com isso,  estabelecer os próximos passos.

Também com base na metodologia participativa, no dia dezessete de abril, ocorreu a etapa seguinte. Nela, houve a palestra de sensibilização com os pais e mães, e aplicação de questionário similar ao aplicado anteriormente, para que a visão deles também fosse inclusa no projeto.

O principal questionamento levantado por um dos pais foi: “o que é ser permacultor afinal?”

Bom, ser permacultor obviamente significa aprender a ler e entender a natureza, os ecossistemas, sistemas naturais, água, solo, plantas, animais, cultivar o próprio alimento! E ainda, aprender a ler e entender as abstrações humanas, como ambiente, comunidade, educação, economia. Muito além do conceito de sustentabilidade, é buscar um novo jeito de co-criar com o planeta, uma sociedade que seja, justa, equilibrada, divertida, dinâmica, integrada, consciente e saudável.

Oficina de sensibilização – Primeira parte

Desenhando o jardim

Depois de integrar ao projeto a visão de todo grupo escolar, foi chegada a hora da prática. Primeiro, criamos um croqui do pátio da escola, com intuito de visualizar e definir as diferentes Zonas e Setores na escola, observando elementos pertinentes a cada zona, tais como salas de aula e o refeitório (Zona 0), que gera resíduos que são aproveitados para formação de canteiros (Zona 1 ao lado ao refeitório), que por sua vez é constituída de canteiros com boa diversidade de hortaliças, plantas medicinais, plantas alimentícias não convencionais, flores, entre outros, além da compostagem. Na Zona 2 pensamos em implantar nossa agrofloresta, e criar um sistema de produção de alimentos e integração com cozinha (plantar, colher e preparar o alimento).

Para tanto,  fizemos uma análise dos tipos de materiais físicos que estão à disposição em torno da escola e que pudessem ser aproveitados para a construção dos canteiros. Por exemplo, coletamos e recebemos dos pais os paralelepípedos necessários para a construção dos canteiros. Depois de juntar mais de 300 paralelepípedos, iniciamos em conjunto com os alunos, a montagem dos canteiros. A forma que escolhemos para ele foi o simbolo do infinito. Em seguida, preenchemos os canteiros com mulch (folhas secas, palha, grama, etc.) toquinhos de madeira em decomposição e substrato vegetal doado pelo Horto Municipal de Campo Largo. Incorporamos ainda uma fina camada de cinza e um pouco do solo do horizonte O que retiramos do local dos canteiros. E novamente uma camada de mulch.

@s alun@s acompanharam e participaram ansiosos aguardando pelo momento do plantio. Cada um trouxe de casa algumas mudinhas recomendadas para essa estação do ano. Entre elas foram plantadas, alface, beterraba, rabanete, morango, pulmonária, repolho, couve, brócolis, salsinha, cebolinha, almeirão, etc.

Além de estimular as crianças aprenderem a cultivar o próprio alimento, o melhor foi ter a percepção delas em relação a essa atividade. É simplesmente contagiante viver o mundo imaginário das crianças, pois ao observar o formato do canteiro e como elas imaginavam o que seria aquele desenho, ouvimos muitas respostas como, por exemplo, algumas disseram que era o rabo do jacaré, letra C, ferradura, balão, ponto de interrogação, etc. Ou então, quando perguntamos para elas o que gostariam de cultivar na horta para cuidar e comer, além das hortaliças, recebemos respostas como plantar macarrão, salgadinho, chocolate. =D Agora, quando estamos passando pelos corredores da escola, é aquele alegria porque sabem que vai ter atividade na horta.

Veja o informativo do mês de Maio – Parte 1Parte 2
E como essa história está apenas começando, fique atento que em breve teremos mais informações. 

Abraço fraterno e gratidão!

CINCO MODOS DE SER QUE PODEM MUDAR O MUNDO

CINCO MODOS DE SER QUE PODEM MUDAR O MUNDO

Permacultura-Orgânica-Características-Gerais

Por Joanna Macy – Tradução: Angelica Rente

Quando você sabe para onde olhar, começa a ver um fenômeno sem precedentes acontecendo agora mesmo neste nosso mundo. Sejam professores em favelas, defensores de florestas, fazendeiros urbanos, ocupantes de Wall Street, designers de moinhos, resistência antimilitar (a lista continua…), o fato é que pessoas de todas as áreas da vida estão revivendo e se reunindo, impelidas a criar uma sociedade mais justa e sustentável. Em seu livro Blessed Unrest, Paul Hawken apresenta este fato – que ele chama de O Movimento sem Nome – como o maior movimento social da história da humanidade. Estimando o número de grupos de base e organizações não-governamentais pela justiça social, direitos dos indígenas e saúde ambiental ele sugere um número de 2 milhões de nós (no ano de 2007), que continua aumentando.

Cada um destes grupos e organizações representa um número ainda maior de indivíduos que, de alguma forma (cada uma delas única em seu próprio modo), estão ouvindo ao chamado para ampliar suas noções para além de seus próprios interesses e agir a serviço da vida na Terra. Neste momento de definição, escolhas infinitas estão sendo feitas; hábitos, abandonados; amizades, forjadas; e portões abertos para colaborações e capacidades imprevistas. Isto forma as histórias que merecem ser contadas – histórias de homens, mulheres e jovens comuns que estão fazendo mudanças em suas mentes, em suas vidas e em suas comunidades, para estabelecer os fundamentos para um mundo mais justo e sustentável. São estas as lendas que precisamos ouvir, e aqueles que virão depois de nós irão querer ouvi-las também.

Porque quando as gerações futuras olharem para este momento histórico, eles verão, mais claramente do que nós podemos ver agora, o quão revolucionário ele é. Elas poderão até nomeá-lo como ” a era da Grande Virada”. Para aqueles de nós que vivem este momento é fácil permanecer inconscientes da imensidade desta transição – de uma sociedade arraigada no crescimento, militarizada e industrial para uma civilização que apoia a vida. A educação e os meios de comunicação dominantes não oferecem as ferramentas para compreendermos tal perspectiva. Ainda assim, pensadores sociais como Lester Brown, Donella Meadows e outros reconhecem esta transição como o terceiro maior divisor de águas na jornada da humanidade, comparada em magnitude e escopo às revoluções agrícola e industrial.

Esta é a aventura essencial de nossa época. Como acontece em todas as revoluções, ela pertence ao povo. Suas histórias mais inspiradoras não são as de magnatas da indústria ou políticos partidários, generais militares ou celebridades midiáticas. A força desta revolução reside no fato de que ela vem de pessoas de todas as idades e origens, conforme elas se engajam em ações a favor da vida. Sua motivação representa uma expansão notável de lealdade que vai além da vantagem pessoal ou de um grupo. Este senso ampliado de identidade é uma capacidade moral mais frequentemente associada com heróis e santos, mas agora ela se manifesta em todos os lugares, de uma forma prática e corriqueira. De crianças recuperando córregos para a desova do salmão a vizinhos em cidades plantando hortas comunitárias, de defensores de florestas empoleirados no alto de árvores marcadas para o corte ilegal a inúmeras ações climáticas para limitar as emissões de gases que causam o efeito-estufa, uma onda jamais sonhada de realizações humanas está acontecendo.

Cada um destes engajamentos oferece suas próprias recompensas intrínsecas, tenha o objetivo inicial sido alcançado ou não. E mesmo quando se falha em conseguir o resultado desejado, os ganhos podem ser inestimáveis em termos de tudo o que foi aprendido no processo – não apenas sobre o assunto em si, mas também sobre coragem e co-criatividade. Ainda assim, é fácil nos afastarmos de cumprirmos um papel na Grande Virada. Todos nós somos presas do medo de que possa ser tarde demais e, sendo assim, qualquer esforço é essencialmente sem esperança. Qualquer estratégia que pudermos criar parece muito insignificante em comparação com as poderosas forças sistêmicas incorporadas ao complexo militar-industrial. O passo acelerado da destruição e da contaminação pode já ter nos levado para além daqueles pontos onde os sistemas ecológico e social ruirão irreparavelmente. Juntamente com a Grande Virada, também está acontecendo o Grande Desenlace, e não há como dizer de que forma a grande história irá acabar.

Então, nós aprendemos novamente as mais duras e mais recompensadoras lições: como fazer amizade com a incerteza; como colocarmos toda a nossa paixão em um projeto quando não sabemos se ele dará certo; como nos livrarmos da dependência de testemunharmos os resultados de nossas ações. Estes aprendizados são cruciais, já que os sistemas vivos estão sempre revelando novos padrões e conexões. Não há um ponto do qual é possível prever com clareza as possibilidades que emergirão a partir das condições futuras. Mais do que qualquer projeto de futuro, nós temos este momento. Ao invés de uma estratégia garantida para provocar a Grande Virada, nós podemos apenas desenhar orientações que nos ajudem a continuarmos em frente da melhor maneira possível e a nos mantermos no caminho com uma fé simples na bondade da vida. Aqui estão cinco destas orientações que já serviram a vários de nós ao longo do tempo. Experimente-as, e crie mais algumas por sua conta.

1. Sinta gratidão  Nós recebemos um presente inestimável: estarmos vivos neste universo maravilhoso e auto-organizado, com sentidos para percebê-lo, pulmões para respirá-lo, órgãos que retiram nutrição dele. E como é incrível termos recebido uma vida humana com uma consciência autorreflexiva, que nos permite fazer escolhas, nos deixando escolher tomar parte na cura do mundo. O próprio alcance da Grande Virada é causa de gratidão também, porque ela abarca a gama completa da experiência humana. Suas três dimensões incluem ações para retardar a destruição causada por nossa política econômica e suas guerras contra a humanidade e a Natureza; novas estruturas e modos de realizar as coisas: da posse de terras ao cultivo de comida, passando pela geração de energia; e uma mudança de consciência para novos modos de saber, um novo paradigma de nossa relação uns com os outros e com o sagrado corpo vivo da Terra. Estas dimensões são igualmente essenciais e se reforçam mutuamente. Há milhares de maneiras de fazer parte da Grande Virada.

2. Não tenha medo do escuro Quando perguntaram ao poeta Zen Thich Nhat Hanh “Do que nós mais precisamos para salvar o mundo?”, as pessoas esperavam que ele identificasse as melhores estratégias a adotar nas causas sociais e ambientais. Mas Thich Nhat Hanh respondeu: “O que nós mais precisamos fazer é ouvir dentro de nós os sons da Terra chorando”. Quando aprendemos a ouví-los, descobrimos que nossa dor e nosso amor pelo mundo são a mesma coisa. E isto nos faz mais fortes. Este é um tempo escuro cheio de sofrimento, conforme os sistemas antigos e as certezas prévias desmoronam. Como células vivas em um corpo maior, nós sentimos o trauma de nosso mundo. É natural e mesmo saudável que o façamos, porque isto mostra que ainda estamos vitalmente conectados à teia da vida. Então, não tenha medo da tristeza que você poderá sentir, ou da raiva ou medo: estas respostas surgem não de uma patologia particular, mas das profundezas do  nosso pertencimento mútuo. Reverencie sua dor pelo mundo quando ela se fizer sentir, e a honre como testemunha de nossa interconectividade.

3. Permita-se sonhar Nós nunca conseguiremos realizar aquilo que não sonhamos ou não aprendemos a imaginar. Para aqueles de nós mergulhados em uma sociedade de consumo tecnológica, repleta de distrações eletrônicas que se proliferam, a imaginação é a nossa capacidade mental menos desenvolvida, até mesmo atrofiada. No entanto, o seu poder de entusiasmar e inspirar nunca foi tão mais desesperadamente necessário do que agora. Então, pense nos muitos aspectos de sua realidade atual que começaram como o sonho de alguém. Havia um tempo quando a maior parte da América era colônia britânica, quando as mulheres não podiam votar e o comércio de escravos era visto como essencial à economia. Para mudar algo, precisamos sustentar a possibilidade de que poderia ser diferente. O escritor e coach Stephen Covey nos lembra: “Tudo é criado duas vezes. Há uma primeira criação mental, e uma segunda criação, física, para todas as coisas”.

4. Junte-se a outros Seja  o que for que você se sinta atraído a fazer na Grande Virada, nem pense em fazê-lo sozinho. O hiperindividualismo de nossa cultura industrializada competitiva isolou as pessoas umas das outras, gerando conformismo, obediência e uma epidemia de solidão. As boas notícias são que a Grande Virada é uma empreitada grupal. Ela evolui a partir de inúmeras interações espontâneas e sinérgicas, conforme as pessoas vão descobrindo seus objetivos em comum e suas habilidades diversas. Paul Hawken vê esta emergência incrível no nível básico como uma resposta imunológica da Terra viva às crises que nos confrontam atualmente. Muitos modelos de grupos de afinidade e estudo-ação têm emergido nas últimas décadas, oferecendo métodos para aprendizagem, estratégia e colaboração. Eles nos ajudam a descobrir a confiança em nós mesmos, assim como nos outros.  

5. Aja de acordo com sua idade Agora é o tempo de nos investirmos de nossa verdadeira autoridade. Cada partícula de cada átomo de cada célula em nossos corpos pode ter seu passado traçado até o resplandecente início do tempo e do espaço. Neste sentido, você é tão velho quanto o universo, com uma idade de aproximadamente 14 bilhões de anos. Este seu corpo atual tem sido preparado para este momento pela Terra pelos últimos 4 bilhões de anos, então você tem direito absoluto de destacar-se e agir em nome Dela. Quando você estiver falando em uma reunião do conselho municipal, ou protegendo uma floresta do desmatamento, ou testemunhando em uma audiência sobre rejeitos nucleares, você está fazendo isto não a partir de alguma virtude pessoal, mas a partir da autoridade de seus 14 bilhões de anos. A beleza da Grande Virada é que cada um de nós pode tomar parte dela de modos diferentes. Dadas as nossas circunstâncias diversas e nossas disposições e capacidades distintas, nossas histórias são todas únicas. Todas têm algo novo a revelar. Todas podem nos ajudar a inspirar outras pessoas. E é por isto que precisamos destas histórias.

Original em inglês: http://www.filmsforaction.org/takeaction/five-ways-of-being-that-can-change-the-world/

Como observar o desenho das paisagens: zonas e setores

Este texto pretende contribuir no entendimento do que vem a ser o design de propriedades rurais sustentáveis, a partir de princípios da permacultura. O objetivo é apresentar ao leitor informações sobre algumas soluções alternativas que visam criar um agroecossistema pensado a favor do homen, da natureza, dos animais e dos recursos energéticos (alimento, água, luz, solo, etc.). Vale dizer que para abordar todas as técnicas e métodos usados como ferramentas para a transição agroecológica de uma propriedade seria preciso um livro inteiro, o que se fez aqui é apenas um primeiro passo.

Todavia, na permacultura encontramos as respostas para um sistema de design pensado na eficiência energética da propriedade, que se fundamenta na ética de proteção da terra. Embora, para muitos a permacultura possa parecer um retrocesso tecnológico que condiciona trabalho manual intenso devido ao uso de ferramentas de mão, como, por exemplo, facão, foice, machado, enxada, carrinho de mão, etc. A intencionalidade é reduzir intervenções na propriedade ou fazê-las inteligentemente. Isso não significa que utilizar pontualmente ferramentas ou tecnologias que facilitam o trabalho – como pequenos tratores, roçadeiras, moto-serras – sejam proibidos,  ou seja, o uso moderado dessas máquinas se justifica.

Entretanto, deve-se ter em mente que isso exclui a maquinaria pesada usados em sistemas agrícolas convencionais, dependentes de altos consumos energéticos (combustíveis fosseis, adubação química, etc.) e que freqüentemente são acompanhados de inúmeros problemas sociais e ambientais (erosão, doenças, fome, miséria, contaminações, pragas, etc.).

A prioridade é criar um design da propriedade de forma que, a conexão entre os elementos possa aumentar os recursos naturais, suprindo a necessidade energética do lugar a partir do melhor aproveitamento espacial e em sinfonia com o trabalho humano, este podendo incluir amigos ou vizinhos contribuindo assim com a integração comunitária do lugar. Em outras palavras, significa construir um ambiente sustentável a partir da porta da sua casa, com o uso eficiente dos recursos naturais em sua volta dentro de um sistema intensivo de pequena escala, projetado sempre para produzir mais alimento humano e animal que seria encontrado de maneira natural, chegando, por fim, a atingir um plano maior de organização cooperativa em uma comunidade, ou até em níveis maiores como lembra o permacultor Sérgio:

“As estratégias de design da Permacultura não existem apenas para o planejamento de propriedades abundantes em energia – este é apenas o primeiro nível de ação do permacultor. É possível desenhar também sistemas de transporte, educação, saúde, industrialização, comércio e finanças, distribuição de terras, comunicação e governança, entre outros, para criar sociedades prósperas, cooperativas, justas e responsáveis. O sonho é possível: a ética cria possibilidades de consensos, coordena ações, coíbe práticas nefastas, oferece os valores imprescindíveis para podermos viver bem”. (Sérgio Pamplona, 2011)

De modo geral, existem muitas maneiras de iniciar o planejamento do design da propriedade, o que se deve ter em vista é o processo continuo que um bom design exige. Todos os planejamentos do design de uma propriedade vão passar por muitas mudanças à medida que evoluem com a prática de feedback´s positivos.  A observação nesse estágio é fundamental

– observe e interaja –

afinal, ler a paisagem é identificar todos os recursos do lugar e saber o melhor jeito de usa-los a seu favor.

Um bom caminho para se iniciar o projeto de design é o planejamento de zonas e setores da propriedade. Tudo começa com a observação do lugar, por exemplo, a localização do sol em diferentes estações do ano, por conseguinte as intervenções iniciam na área mais próxima da casa. Uma vez que a casa é a Zona 0, a área em volta da casa será sempre sua Zona I, e assim sucessivamente de acordo com o posicionamento dos elementos e a freqüência que são visitados ou utilizados. De maneira geral, as zonas são organizadas conforme o número de vezes que precisam ser visitadas, ou o número de vezes que determinados elementos nessa zona precisem da visita. A última é a Zona V, com sua principal característica a conservação, nesse local não se faz intervenções ou qualquer tipo de manejo.

Os elementos executam diversas funções e devem ser compreendidos, sobretudo, entre seus relacionamentos, de maneira que um elemento complemente o outro. Isso significa que a posição de cada elemento depende da sua função e no maior número de interação possível entre os elementos. Por exemplo, a vaca é um elemento que precisa de água, comida, sombra e sua função é produzir o leite, tração animal, e o adubo, por tanto, possui funções que estão associadas a outros elementos e estes devem interagir entre sí e com a vaca. Já os setores dizem respeito a todas as energias que não se podem controlar, tais como o sol, a chuva ou relações hidrográficas, o vento, etc.

Cada design terá caracteristicas únicas que dependem de diversos fatores relacionados ao objetivo da propriedade, a questões de clima, relevo, solo, disponibilidade de água, etc. O importante nessa fase do planejamento é compreender toda sinergia do agroecossistema e como se beneficiar inteligentemente dos recursos encontrados na propriedade. As estratégias e técnicas que serão adotadas em cada propriedade podem variar de acordo com as condições do local, contudo, existem leis e princípios que são adotados em qualquer clima ou condição cultural, por exemplo, cada elemento (casa, tanque de peixe, estrada, agrofloresta etc.) é alocado em relação ao outro, para que haja ajuda mútua entre esses elementos, ou outro princípio é  que cada elemento execute pelo menos duas funções no sistema, e para tanto, este elemento deve ser colocado no lugar certo.

design-novo21Para ilustrar melhor, apresentamos outro modelo de design que foi desenvolvido pelo permacultor Gardel Silveira no sítio Curupira localizado em Santo Amaro da Imperatriz/SC.

Recomendamos a leitura do livro ‘Introdução a Permacultura’ de Bill Mollison para um estudo mais aprofundado sobre as técnicas e práticas de design que melhor se adaptam a cada situação. Neste livro são apresentados aspectos importantes para o plamejamento de diversos elementos. Todas as propriedades rurais deveriam ser projetadas observando atentamente o design  sustentável proposto na permacultura, porque está mais que comprovado por meio de infinitas experiências no mundo todo que estes princípios são a grande revolução na atual crise planetária.

Precisamos projetar as nossas propriedades de forma inteligente, produzindo a energia e o alimento que necessitamos junto com a natureza e não contra ela!!!

O planejamento permacultural da propriedade é elaborado de acordo com a definição de zonas que se caracterizam pelo posicionamento dos elementos, de acordo com a quantidade e a frequência em que serão utilizados, ou que necessitam de visitas.

Sabendo disso, temos como exemplo um desenho do design da estação de permacultura que fica em São Pedro de Alcantra/SC, chamada de Yvy Porã

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É importante ter em mente que a prioridade de desenvolvimento deve ser para a área mais próxima da casa, pois a escolha dos elementos inseridos nas zonas pode variar de acordo com a necessidade de cada permacultor.

Zona 0 – (Centro da energia) É o centro da atividade, normalmente é o local onde a casa está. Seu planejamento deve ser feito de forma que a utilização de espaço seja eficiente, ajustando-se a necessidade de seus ocupantes e que tenha recurso paracontrole de temperatura, se adequando assim a região.

Zona 1 – Será a região próxima a casa. Nela pode se colacar os elementos que sejam de mais utilidade e, ou necessitem de maior cuidado e controle. Exemplos de elementos que podem ficar nessa área, pequenos animais, área para secagem de grãos, varal para roupas, pequenos arbustos, além do jardim, estufa e viveiro e canteiros.

Zona 2 – Mesmo que um pouco distante da casa, esta é uma região mantida com certa intensidade. Pode apresentar um plantio denso, isto é, pomar, arbustos maiores e quebra-ventos. A zona dois pode ainda abrigar tanque ou açudes, animais de pequeno e médio porte.

Zona 3 – Distante da casa, essa zona pode apresentar criação de animais de médio e grande porte, pomar que não necessite de poda, pastagens para animais ou para forragem. Pode contar espécies de árvores nativas.

Zona 4 – Esta é uma zona semi-manejada, de pouca visitação. Nela ficam as árvores de grande porte, que podem se manejadas. Aqui é possível a implantação de sistemas agroflorestais – produção consorciada de plantas (policultivo).

Zona 5 – Nessa parte do terreno não haverá nenhuma interferência. A única coisa a ser feita é observar e aprender como o ecossistema funciona por si só.

O zoneamento pode variar de acordo com as necessidades de cada permacultor. David Holmgren afirma que, para se conseguir um bom planejamento em propriedades maiores, é necessário criar uma “rede de análise”.

(BioWit)

Horta Urbana

Horta Urbana

O Arquiteto e permacultor Fábio Remuszka (Fafu), construiu uma horta um pouco diferente na Estação Boqueirão de Permacultura, localizada em Curitiba. Com o intuito de dar um uso nobre para velhos tambores plásticos e caixas de isopor que são descartadas por restaurantes de gastronomia japonesa em Curitiba, Fafu construiu dentro destes recipientes que antes transportavam peixes, uma bela horta urbana.

Foto: João Paulo Santana

Foto: João Paulo Santana

Ao fundo podemos observar o escritório do restaurante Choripã, onde acontece também a captação de água da chuva, que escorre do telhado e depois é utilizada para irrigar as plantas.  Com o intuito de reproduzir o nível freático do subsolo, o permacultor simulou em cada módulo da horta, diferentes camadas, inclusive colocando pedras e pedriscos, criando um verdadeiro sistema de capilaridade, onde ficará armazenada a água que os vegetais utilizarão para viver.
     Deste ambiente saudável e inteligente que reutilizou velhos pallets, caixas de isopor e tambores plásticos antigos, saem deliciosas saladas e condimentos, que muitas vezes são servidos no bar Gastrônomo Pinho, o Choripã que fica na região central de Curitiba.
Aberta temporada de plantios – Estação Borá

Aberta temporada de plantios – Estação Borá

Foi próximo ao final de agosto que a chuva deu sinal aqui no norte do Paraná. Germinando então os ânimos para iniciar mais uma temporada de plantios aqui na Estação Agroecológica Borá. Iniciamos com a regularização de uma não conformidade que apresentamos durante nosso processo de certificação orgânica. Após retirar todas as plantas da beira da estrada municipal enfim realizamos o plantio de napie por toda extensão da propriedade.

Cerca viva de napie crescendo. Foto: Fábio Rocha

Cerca viva de napie crescendo.
Foto: Fábio Rocha

Cumprindo papel de cerca viva e quebra ventos. Resolvemos optar pelo plantio dessa variedade por sugestão do nosso consultor e também por que não poderíamos manter nenhuma variedade que explorássemos comercialmente ( havia café, medicinais, frutíferas…) Então foi a vez de plantar feijão caupi nas entre linhas de café. Após germinarem e estarem com cerca de 20 cm entramos com o plantio de milho crioulo nos espaços entre o feijão.

Limpeza do feijão caupi. Foto: Renata Lais Rocha.

Limpeza do feijão caupi.
Foto: Renata Lais Rocha.

Vamos aguardar e ver como vão se comportar. Na entrelinha do café de outro talhão, também realizamos um canteiro com mandioca, milho e feijão.

Mandioca Milho e feijão nas entrelinhas de café. Foto: Fábio Rocha.

Mandioca Milho e feijão nas entrelinhas de café.
Foto: Fábio Rocha.

Outra atividade que realizamos foi o feitio de Biofertilizante enriquecido com Super Magro. Receita que tomamos conhecimento através da cartilha da Jornada de Agroecologia.

Biofertilizante enriquecido - Supermagro Foto: Fábio Rocha

Biofertilizante enriquecido – Supermagro
Foto: Fábio Rocha

O Super Magro é um conjunto de micronutrientes que enriquece o fertilizante. Estamos compostando o esterco com melado e leite e de acordo com a receita acrescentando nutrientes e alimentos. Será este o nosso fertilizante desta temporada. Rotacionamos cultura também em um setor que plantamos milho crioulo para ensilagem na temporada de inverno passado. Realizamos o plantio por estes dias. Foi um coquetel composto por girassol, guandu, caupi, feijão de porco, gergelim, mucuna preta e cinza. Foi realizado plantio a lanço. Aproveitamos para realizar o restauro das curvas de níveis deste setor. Abrimos mais uma área de implantação agroflorestal. Desta vez foi feito mecanicamente e a intenção e experienciar a técnica de plantar morro acima, com o objetivo de operar com maquinas em todo manejo (roçadas, pulverizações e incorporações na terra) No dia de hoje realizamos o plantio no intervalo da chuva. O coquetel deste plantio foi: mamona, margaridão, leucena, pau-jacaré e angico. Estamos iniciando o manejo de verão do café agroflorestal em conjunto com o andamento das atividades. É um pouco mais delicado e moroso, pois entramos primeiro com uma roçada, para então entrar com facão e realizar os manejos necessários. Tudo o quanto é anual estamos deitando no chão, restando apenas as perenes. Destaque especial para as bracatingas que se adaptaram muito bem e já passam dos 5 metros apesar dos seus 3 anos de plantios.

Setor Agroflorestal 01 - Café, noz pecã, bracatinga, eucalipto e adubo verde. Foto: Fábio Rocha.

Setor Agroflorestal 01 – Café, noz pecã, bracatinga, eucalipto e adubo verde.
Foto: Fábio Rocha.

As próximas etapas para este setor agroflorestal e realizar plantios de mudas que estão no viveiro aguardando a vez. Estão na fila banana, ipê, aroeira, leucena, bambu… O planejamento é  entrar com a fertilização com pó de carvão e Biofertilizante em conjunto com a calda bordalesa após os manejos finalizados. Por enquanto nossa atualização é esta. Juntamente com a satisfação de dormir sabendo que nossa parte fizemos (que é plantar) agora é zelar e permanecer agradecendo ao Criador por cada benção.

Espaço Bioconstrução

Espaço Bioconstrução

A meditação é uma das práticas mais importantes na Estação Nhanderú Eté, em Campina Grande do Sul -PR. Por este motivo, um salão destinado a esta prática, era de suma importância para as pessoas que frequentam o lugar.
Foto: Soraya Molina

Foto: Soraya Molina

Com a perspectiva de utilizar o máximo possível materiais encontrados no local, o salão de meditação incorporou em suas paredes o barro da região, que associado à madeira, deu ao projeto uma característica marcante e aconchegante ao ambiente. Abaixo, foto tirada do interior do salão, onde é possível visualizar as paredes feitas em terra e a estrutura da edificação.
Foto: Soraya Molina

Foto: Soraya Molina

E para finalizar a ecologia aplicada ao projeto, o telhado utiliza terra e grama ao invés de telhas cerâmicas. Se as cidades utilizassem esta tecnologia, diminuiriam as ilhas de calor urbano, auxiliando na economia de energia elétrica durante o verão pois a cidade ficaria mais fresca, e o interior da edificação também pois o telhado vivo é um excelente isolante térmico.

Foto: Soraya Molina

Foto: Soraya Molina

O telhado jardim ou laje jardim como também é chamado, pode ajudar no controle das enchentes nas grandes cidades, por funcionar como uma esponja e segurar a água após a chuva, fazendo com que a mesma demore para chegar aos rios assoreados e canalizados dos grandes centros urbanos. O albedo, que é o índice de raios solares que são refletidos para a atmosfera e contribuem para o aumento do efeito estufa, também diminuiria, isto tudo, além de ser um telhado paisagístico que sequestra carbono e não usa telhas queimadas em fornos com queima de combustíveis.

Foto: Soraya Molina

Foto: Soraya Molina

Participação em Cursos

Participação em Cursos

Aconteceu nos dias 12, 13 e 14 de Agosto /2014 no espaço da Nova Oikos – Permacultura & Decrescimento, em Camboriú, SC, o curso internacional:

MANEJO HOLÍSTICO DE PROPRIEDADES – GESTÃO AGROSUSTENTÁVEL

Ministrado pelo Eng. JAIRO RESTREPO RIVERA divulgador e consultor internacional em agricultura orgânica, proteção ambiental, análises cromatográficas de solos, reciclagem e desenvolvimento rural sustentável com mais de 30 anos de experiência e mais de 750 conferências e inúmeras publicações nesta área.
Foto: Rafael Cabreira

Foto: Rafael Cabreira

Os participantes e os integrantes do IPEPA puderam ampliar seus conhecimentos e experiências em diversos assuntos, dentre alguns se destacaram:
  • Desafios enfrentados na transição de sistemas de produção rural “convencionais” para orgânicos;
  • Desmistificação dos benefícios da certificação;
  • Manejo de pomares, pastagens e bosques;
  • Manejo de animais e produção de insumos;
  • Bocashi e biofertilizantes;
  • Viveiros de mudas e produção orgânica;
  • Agrotecnologia, economia rural, ecologia, políticas publicas, sociologia, etc.
Foto: Rafael Cabreira

Foto: Rafael Cabreira

O evento contou com a organização do Grupo PANGEA – Gestão Holística

Informações gerais:
Foto: Rafael Cabreira

Foto: Rafael Cabreira

Programação do curso:
1º dia
Introdução à  Agricultura Orgânica: os desafios de “La Pachita” (propriedade familiar).
Desafios da transição: estudo de caso com pomares orgânicos, produção de insumos próprios, viveiros produtivos e arrozeiras.
2º dia
Visita técnica: Espaço Rural Panaceia – Limeira, Camboriú, SC. Propriedade familiar: sonhos, produção e sustentabilidade. Dados gerais da propriedade, dados técnicos para avaliação de caso e análise dos dados.
3º dia
Integração e construção das propostas, apresentação, discussão e análise dos ressultados.
Estiveram presentes no evento: Deives Maikel, Eng. Agrônomo, Permacultor e Consultor do MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores); Guilber Wistuba, Turismólogo e Permacultor; e Rafael Cabreira, Zootecnista e Consultor em Permacultura.
Abelhas sem ferrão

Abelhas sem ferrão

Também conhecidas como abelhas indígenas, estas “abelhinhas” na verdade se dividem em duas categorias, as meliponas ou meliponídeos e as trigonas ou trigonini. Nativas das florestas de todo o mundo, caracterizam-se por habitarem ocos de árvores, produzirem um mel medicinal de sabor e textura diferentes do mel das abelhas africanas ou africanizadas que possuem ferrão (apis melífera).
Nós do IPEPA, difundimos a prática da parceria com estes maravilhosos bichinhos, pois entendemos que esta “simbiose” apresenta inúmeros benefícios. Primeiramente é preciso observarmos e descobrir quais tipo de abelhas nativas existem em nossas biorregiões, para não introduzirmos uma espécie que terá dificuldades em se adaptar em nosso bioma. Depois recomendamos muita leitura, visualizações de vídeos na internet, e o mais importante; Participar de um curso de capacitação, antes de sair por aí atrás de lidar com as amiguinhas. Em São João do Triunfo, aconteceu dos dias 27 a 30 de Julho um curso de Meliponicultura, no Sítio Estância Marrizinha, localizado na comunidade de Pinhalzinho. Na ocasião participaram Permacultores da Estação Jaguatirica e da Estação Cruvatã de Agoecologia. Abaixo postamos algumas imagens da Estação Jaguatirica de Permacultura.

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Na imagem de cima, podemos ver em primeiro plano, uma parte de nossa estação de tratamento de esgoto com plantas. Já no segundo plano à direita, está uma de nossas caixas de abelhinhas nativas da espécie mandaçaia. Ao fundo como vocês podem perceber, está a nossa agrofloresta composta por erva-mate, butiás, araucárias, cerejeiras e outras espécies nativas de nossa flora. Tais espécies de plantas, combinadas com as abelhas nativas, reproduzem o ecossistema local como ele realmente é, implantando assim na Estação de Permacultura, o conceito de Floresta Produtiva, conhecido como Agrofloresta.
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Ao aproximarmos, percebemos a base de sustentação e uma garrafinha utilizada para combater o forídeo, inimigo número um das abelhinhas indígenas. Ali será colocado o vinagre de maçã, que servirá de atrativo ao mosquitinho indesejado.
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Observe que a caixinha é parafusada nesta base de metal que está concretada dentro do cano, para evitar que eventuais pessoas ou animais silvestres e domésticos derrubem a caixa do lugar.
Caixa 04
 Ao abrirmos a caixinha, na divisória direita, encontramos os invólucros de cera e os discos de postura. Não é possível ver as abelhas pois demoramos um pouco para bater a foto e elas se esconderam.
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 Já à esquerda da caixinha, encontramos as melgueiras e potes de pólen. Veja que em ambos os lados há bastante própolis cristalizado nas bordas para vedar as aberturas da caixa e proteger o enxame.
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Nesta imagem o nosso amigo engenheiro agrônomo Deives, que também é agroecologista, está instalando uma isca para recepcionar os futuros enxames que por ventura as abelhinhas nativas venham a soltar pela floresta. Depois deste recipiente, elas serão colocadas em uma caixinha de madeira para facilitar a manutenção.
VEJA ESTA NOTÍCIA SOBRE ABELHAS NATIVAS: CLIQUE ===> AQUI <===
FAO-ONU, Plataforma de boas práticas

FAO-ONU, Plataforma de boas práticas

O IPEPA foi convidado pelo departamento da ONU – Organização das Nações Unidas, responsável pela agricultura e alimentação, também conhecido como FAO/ONU, para uma reunião a respeito de uma plataforma on-line, que está mapeando e difundindo boas práticas em diversas ações de desenvolvimento sustentável em setores relacionados à alimentação, agricultura, meio ambiente e também energias renováveis.

    Na ocasião estiveram presentes diversos representantes das Estações de Permacultura do grupo IPEPA, os quais tiveram a oportunidade de conhecer a plataforma e também expôr as experiências praticadas e difundidas pelo grupo nas regiões onde atuam.
    A intenção da FAO com a criação do escritório com sede na Emater de Curitiba, da Unidade de Coordenação de Projetos Região Sul do Brasil (PR, SC e RS), é de descentralizar  as ações da FAO de Brasília e delegar responsabilidades, a organização e levantamento de ações e atividades independentes de boas práticas sustentáveis. Isso será feito através da Plataforma de Boas Práticas de Desenvolvimento sustentável Cooperação Sul.

     O representante da instituição, Carlos Antônio Biasi, que recebeu o grupo na Sede da FAO em Curitiba, explicou a plataforma, seus objetivos e suas projeções ao redor do globo. O IPEPA por sua vez, comprometeu-se em levar para uma discussão interna a proposta de parceria/divulgação de suas ações e procurar novamente a FAO para novos diálogos.ACESSE A PLATAFORMA  ===> AQUI <==

Foto: João Paulo Santana

Foto: João Paulo Santana

Semana nacional dos orgânicos

Dica para quem sabe o que faz bem à saúde. Do dia 27 de maio até 01 de junho acontece a semana nacional dos orgânicos no grande evento Paraná Agroecológico, uma excelente oportunidade para quem estiver ligado no movimento orgânico do estado.

São seis eventos interligados que reúnem em Curitiba e na Lata, o CPRA, o EMATER, o IAPAR, A UFPR, A UFPR Litoral, Universidades Estaduais, Secretária do Abastecimento se Curitiba (SEAB) e Prefeitura da Lapa-PR, além de professores, pesquisadores, estudantes, agricultores e diversos grupos não governamentais.

Mais informações sobre o Evento PR-Agroecologico 2014, confira!

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Clique na imagem e confira a programação:

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Pé na estrada

Pé na estrada

Para quem é da estrada e gosta de viajar, é sempre uma alegria encontrar um bom mapa com indicações de lugares interessantes, hospitaleiros, com boa comida e muito verde…

…E qual é a relação disso com Permacultura? Hospitalidade, muito verde, boa comida e coisas interessantes são o que muitas estações de Permacultura oferecem! Lugares para se conectar com a natureza e descobrir os encantos de uma vida simples, harmoniosa, em que se cultiva o amor, a vida, ou próprio alimento, de forma natural.

Mas até agora era um tanto difícil achar esses lugares. E pensando em resolver isso, surgiu esse mapa com lugares estratégicos para se conhecer no Sul do Brasil.

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Na região próxima de Curitiba, podemos encontrar algumas estações de Permacultura com diferentes trabalhos. Desde cultivo hortifruti, sistemas agroflorestais, cultivo de meliponídeos, enfim várias possibilidades. Organizados em uma rede de permacultores, a maioria é vinculada ao Ipepa (Instituto de Permacultura do Paraná).

II Conferência Municipal de Cultura Sustentável

II Conferência Municipal de Cultura Sustentável

Deu início hoje (10), e segue até amanhã a segunda Conferência Municipal de Cultura Sustentável.

O evento irá abordar a sustentabilidade como cultura com “o objetivo de informar, democratizar e incluir a Sustentabilidade como um parâmetro transversal em todos os nichos da cultura sejam eles, espiritual, social, ambiental, ecológico e econômico, na criação de qualquer ação que seja desenvolvida para a sociedade no território de Curitiba e Região Metropolitana de Curitiba”. Para tanto, a conferência foi dividida em 7 eixos chaves: arte e educação; água; biodiversidade; solo; mobilidade e habitação; consumo consciente e energia.

Amanhã a partir das 10:45 na UPE – Palácio dos Estudantes, integrantes do Ipepa participaram da mesa redonda de Arte e Educação. Um dos assuntos debatidos é a inserção da permacultura no ambiente escolar  e cenário cultural do município. A mesa conta ainda com a participação do Instituto Nhandecy.

Em paralelo à conferência, haverá no local uma feira cultural integrando empresas e pessoas com iniciativas interessantes e culturalmente sustentáveis com produtos para comercialização de alimentos orgânicos; livros com temas da área; mel de abelhas nativas; vestuário sustentável; produtos naturais e lixo zero; produtos de fabricação familiar e sustentável; artistas para expor suas obras; exposição de fotografias; artesanato, café orgânico, e outros.

O evento é gratuito. Confira a programação e participe!

 

Serviço:
II Conferência Municipal da Cultura Sustentável
10 e 11 de Março de 2016 – das 9:00 às 18hs

Palácio dos Estudantes – UPE, Rua Carlos Cavalcanti – São Francisco (Largo da Ordem)
Gratuito
Mais informações: (41)8818-9989 Bernadete (41) 9603-8773 Patricia (41)9167-8896 Jessica (41)9646-5752 (41) 9832-9032 Juliana

Evento no face: https://www.facebook.com/events/437636769766400/

No Paraná, grupo quer criar pontos de ônibus permaculturais

No Paraná, grupo quer criar pontos de ônibus permaculturais

Já pensou poder esperar o ônibus e ainda aprender sobre sustentabilidade? O Coletivo Biowit pensou que seria uma ótima ideia poder aliar a estrutura do transporte público com a permacultura e trazer um ambiente de espera mais confortável e fresco para a população. Ao mesmo tempo, os pontos poderão ensinar sobre permacultura e ainda trazer beleza para a comunidade.
biowit-blog

Todas estas vantagens levaram o coletivo a criar um projeto de Crowdfunding em que se pretende angariar dinheiro de doadores para a construção de pontos de ônibus na comunidade de Witmarsum, a qual nem ao menos possui pontos de ônibus estruturados comuns, causando grande desconforto e confusão na população.

O projeto pretende revitalizar quatro pontos de ônibus da comunidade localizada em Palmeiras, Paraná, mas de uma maneira diferente e sustentável, construindo os pontos com as técnicas de bioconstrução da permacultura, como paisagismo agroflorestal, plantação de plantas alimentícias não-convencionais no entorno, bancos de pallets, entre outros.

Para realizar o projeto, o coletivo Biowit pede a participação dos interessados em sua campanha de Crowdfunding, a qual pretende angariar a quantia de R$ 16.000 para a construção dos quatro pontos. Além dos benefícios primários para a população, espera-se incentivar o turismo na região e auxiliar a comunidade a posteriori.

Quer saber mais sobre o projeto? Clique aqui.

Publicado em Pensando ao Contrário.